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O que aprendi viajando sozinha

por | 16/01/2019 | 0 Comentários

Eu já tinha perdido as contas de quantas vezes deixei de fazer algo que eu realmente queria fazer por falta de companhia. Aquela ida ao cinema, um domingo à noite no teatro e por vezes até uma tarde na praia sempre foram programas impensáveis de fazer sozinha. Viajar então, estava completamente fora de cogitação.

Sozinha. A palavra por si só já traz um peso. No dicionário, encontramos os seguintes significados para o adjetivo:

1 – Absolutamente só;

2 – Sem par;

3 – Sem apoio ou companhia;

4 – Que passa muito tempo sem companhia;

5 – Sem intervenção de ninguém;

6 – Isolado.

Mas e se a interpretação do adjetivo estiver diretamente ligada a sua forma de enxergar a vida? A partir dessa reflexão, me vi questionando o motivo pelo qual eu nunca antes havia sentido vontade de fazer nada sozinha. E uma das coisas que eu mais queria fazer era viajar.

Eu estava há quase três anos sem férias e cheia de planos para viagens internacionais que, nos anos anteriores, acabavam sempre sendo adiadas por falta de companhia. Os parceiros ideais para compartilharem uma experiência dessas comigo não estavam disponíveis. Ora faltava tempo, ora faltava grana, por vezes até interesse. E quando os dois primeiros fatores não eram problemas, o que faltava era sincronicidade nas agendas.

Depois de passar por diversas mudanças na vida pessoal e profissional, entendi que a experiência de estar sozinha pode ser muito boa e bastante construtiva. E por que não tirar os planos daquela viagem do papel e me descobrir sozinha?

Foi o que fiz. E nessa jornada aprendi algumas lições que compartilho agora:

Você é a sua melhor companhia

É claro que conhecer novos lugares com amigos e familiares vai ser sempre incrível, mas será que existe companhia melhor do que a sua própria?

Viajar sozinha abriu a minha mente para uma série de descobertas interiores, em que abandonei um “medo” de iniciar novas jornadas sem ter alguém para dividir aquele momento comigo. Esse processo trouxe não só uma experiência memorável em dois países que amei conhecer, mas também contribuiu para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Afinal, não existe nada mais seu do que os seus próprios sentimentos e tirar um tempo para refletir sobre como eles influenciam na sua personalidade e na evolução da sua identidade profissional é essencial.

Menos conversas, mais sensações

Talvez a parte mais difícil para a maioria das pessoas seja o fato de não ter com quem conversar e compartilhar as suas impressões sobre o lugar que está conhecendo. Durante uma viagem, cada local transmite uma sensação diferente e o nosso olhar fica naturalmente mais apurado para percebê-las.

Ao me encontrar sozinha em meio a diversas paisagens e estruturas tão únicas, compreendi o quanto aproveitar as sensações e as minhas percepções sobre cada lugar foi importante. As visitas aos museus foram bem marcantes nesse sentido e me fizeram refletir sobre como o nosso olhar sozinho pode trazer novos significados para antigos conceitos e opiniões particulares, nos ajudando a estarmos em constante evolução do nosso perfil de formador de opinião.

Tem sempre alguém na mesma situação que você

Eu acredito que cada vez mais as pessoas estão se abrindo para novas experiências e dispostas a compartilhá-las, independente de conhecerem o receptor da mensagem ou não.

Viajando sozinha pude perceber o quanto as pessoas em diferentes lugares do mundo estão buscando essa liberdade de expressão e conhecimento de si próprio. Nessa jornada de desbravar uma cidade sem a companhia de algum conhecido, você naturalmente está mais aberto para o novo. Esses encontros e trocas de vivências são únicos e precisam ser aproveitados ao máximo.

Logo, não desanime achando que você será o único sozinho, isolado, buscando entender o seu propósito em determinado lugar. Tem sempre alguém na mesma situação que você e isso vale para os viajantes solo, mas também se aplica no dia a dia, para questões e dúvidas pessoais e profissionais. Permita-se viver intensamente cada experiência e saiba que todas elas vão te ajudar na construção da sua identidade.

Liberdade não é solidão

É comum associarmos nossos momentos sozinhos à solidão. Mas preciso te dizer que existe uma diferença enorme entre liberdade e solidão. Ela só depende de você, da forma com que você encara o mundo e as relações ao seu redor.

Você pode estar em um Maracanã lotado em dia de final de campeonato e vivenciar a solidão. Também pode estar sozinho, conhecendo um país novo e ter a sensação de estar completo. Tudo depende do seu ponto de vista e do olhar que está imprimindo para o mundo enquanto está usufruindo da sua própria companhia.

Ao nos descobrirmos conhecendo algo novo sozinhos, podemos nos permitir sermos aquilo que quisermos ser, no momento exato em que o desejamos. Isso, pra mim, é liberdade. Estar livre para viver a sua vida da forma com que você a planejou é o primeiro passo para alcançar a satisfação pessoal.

A vida muda na proporção da sua coragem.

Se pudesse resumir o impacto que a experiência de viajar sozinha trouxe para a minha vida em uma frase, seria essa. Tudo começa com a sua coragem de desafiar o desconhecido. E tenha certeza de que, no final, sempre vale a pena!

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