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Como o esporte mudou a minha vida e me tornou uma profissional melhor

por | 10/09/2018 | 0 Comentários

Acabei de chegar da corrida. Apesar de já estar de banho tomado e com o corpo relaxado, minha mente segue na adrenalina que toda aquela endorfina pós-treino me trouxe. Você já deve ter ouvido falar, seja de um familiar, amigo ou alguém não tão próximo, sobre como a corrida pode se tornar algo viciante e imprescindível para a sua vida. Tá aí uma verdade, falo por experiência própria. O que talvez ninguém tenha te contado é o quanto esse esporte pode contribuir para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. E é isso que vou compartilhar neste artigo.

O início no esporte

Se há sete anos alguém me dissesse que eu seria uma meia maratonista, eu daria muita risada. Até então fumante e desde sempre sedentária, eu era aquele estilo de pessoa que sempre manteve o peso equilibrado sem nunca ter feito qualquer atividade física. E achava isso ótimo.

Mesmo sem ter afinidade com a prática em si, sempre gostei de acompanhar competições esportivas pela TV. Vôlei foi meu esporte preferido durante muitos anos, até o tênis roubar a cena, bem na época da explosão do monstro Roger Federer. Esporte lindo, elegante e de muita técnica. Algo impensável para alguém como eu, que nunca antes na história da minha vida tinha pensado em atividade física. Mas em determinado momento essa paixão pelo tênis acabou me levando a começar a fazer aulas com um professor particular, após muito incentivo de pessoas próximas.

Quando o meu forehand começou a funcionar e o meu saque finalmente me permitia tentar jogar uma partida inteira, me vi desesperada em quadra por não ter fôlego para correr até a rede e tentar ganhar uma bola mais curta e rápida. Foi assim que a corrida entrou na minha vida, como um exercício aeróbico capaz de me colocar em forma para sustentar uma partida inteira de tênis. Para alguém que até então só corria para pegar o ônibus a caminho do trabalho (e chegava ofegante), esse era um grande desafio.

A primeira vez na corrida e o primeiro aprendizado

Em setembro de 2013 participei da minha primeira corrida de rua oficial. Lembro que estava treinando na esteira da academia há pouco mais de 2 meses e abriram as inscrições para a prova exclusivamente feminina da Sephora (sim, a marca de cosméticos francesa). O percurso era de 6 km e é claro que me inscrevi sem estar preparada – nunca havia corrido essa distância antes.

No dia da prova, Rio 40 graus. Céu azul, solzão e um calor intenso dificultaram o percurso de todas as corredoras que seguiam da orla do Leblon até Copacabana. Faltando 500 metros para o fim dos 6 km anunciados como a distância oficial da prova, uma surpresa: a tão sonhada linha de chegada ainda estava bem longe. A distância real era 6,7 km, ou seja, quase 7 km. Conseguem imaginar o desespero da aprendiz de corredora aqui em ter que correr quase 1 km inteiro a mais do que o planejado?

E foi assim que a corrida me ensinou a primeira lição:

Uma mente focada te leva até o fim da estrada.

Manter o equilíbrio da mente e o foco no seu objetivo. Parece fácil, mas quantas vezes não nos encontramos presos a pequenas tarefas do dia a dia que desviam nossa atenção daquele objetivo principal traçado?

Iniciar um curso, terminar um livro, compilar dados para finalizar uma apresentação corporativa, tomar aquela decisão importante para o seu planejamento futuro na empresa. Cada momento da vida exige um objetivo diferente de todo mundo, mas é unânime que sem foco ninguém vai chegar lá.

Naquele momento em que não avistei a linha de chegada conforme o programado, precisei manter o foco e repetir para mim mesma diversas vezes ao longo do percurso o quanto eu queria conquistar aquilo, atingir objetivo traçado. E a sensação de conquistá-lo foi incrível!

Do sedentarismo aos 21 km

Depois do primeiro desafio, a corrida me conquistou a tal ponto que em pouco tempo deixei o tênis de lado e comecei a dedicar uma maior parte do meu tempo a ela. Por ser um esporte individual, a melhoria do desempenho na corrida só depende de você.

Assim como na vida pessoal e profissional, o sucesso na corrida exige esforço, dedicação e comprometimento. Sem tentativas não existem acertos. Sem treino, não existe evolução. Essa foi a segunda grande lição que esse esporte me trouxe:

Sem perseverança não há vitória.

Com esse lema na cabeça, segui aumentando a quilometragem dos treinos, passando por provas de 5, 8 e 10 km. Até que, após o convívio quase que diário com maratonistas durante mais de um ano, vivendo a energia boa que só quem corre sabe verdadeiramente como é, a vontade de avançar ao próximo nível chegou. Sabe quando aquele sentimento de missão cumprida em uma empresa bate forte e nos vemos prontos para encarar um novo desafio? Foi mais ou menos assim que iniciei a minha jornada para os meus primeiros 21 km na Meia Maratona da Cidade do Rio de Janeiro.

medalha da meia maratona do rio de janeiro 2015
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Depois da primeira prova, concluída com êxito, sem dores ou qualquer pressão e com um sentimento de realização indescritível ao terminar e ter a medalha em mãos, os 21 km se tornaram a minha distância favorita para a qual treinar. De lá pra cá, já foram quatro provas diferentes, cada uma com sua peculiaridade. (Foto: acervo pessoal – Meia Maratona da Cidade do Rio de Janeiro 2015).

O terceiro aprendizado da corrida chegou junto com a minha terceira Meia Maratona. Depois de passar meses treinando e extremamente focada em baixar o meu tempo total de prova, me vi há uma semana do tão sonhado dia com dores chatas no quadril. Segui todos os protocolos de segurança do meu treinador, figura essencial na rotina de quem pensa em participar de provas de longa distância. O que tinha que ser feito já foi feito, ele dizia.

E assim cheguei muito animada no dia da prova. Lembro que nos primeiros 10 km me senti plena e ao olhar o relógio, o tempo estava melhor do que o imaginado. Senti essa sensação desmoronar quando alcancei o quilômetro 15: uma dorzinha que me acompanhava desde que ultrapassei a marca dos 12 km se transformou em algo insuportável. Eu não queria parar. Batalhei tanto para chegar até ali… Minha cabeça não podia acreditar no que estava acontecendo. Parei por um minuto e ali percebi que tudo desandou. Tentei voltar devagar. O quadril pulsava como se tivesse vida própria. Foi ali que eu quebrei (no jargão dos corredores, quebrar significa que o atleta não tem mais forças para completar uma prova e precisa diminuir o ritmo ou até mesmo abandoná-la).

Assim como na vida, o percurso durante a corrida é imprevisível e todos estamos sujeitos à quebra. Por mais que façamos tudo ao nosso alcance para evitar o fracasso, existem momentos em que ele é inevitável. Mas não é o fracasso que define quem você é e sim como você lida com ele.

“Não importa. Tente de novo. Fracasse de novo. Fracasse melhor”. Samuel Beckett.

Só fracassa aquele que insiste e tenta vencer. Se você fracassou em algum ponto, seja na vida pessoal ou profissional, levante cabeça. Renove suas energias e siga firme para iniciar uma nova jornada em busca do seu objetivo. Foi assim que consegui completar a minha terceira Meia Maratona. Com dores e lágrimas sim, mas também com uma vontade de vencer muito mais forte que antes.

mulher correndo à beira mar no rio de janeiro
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Foto: acervo pessoal – Asics Golden Run 2016

No ano seguinte, eu novamente fiz aquela prova e alcancei meu objetivo: terminar os 21 km em menos de 2 horas. Essa foi uma das sensações de realização mais incríveis que já vivi. Quando a gente conquista algo pelo qual lutou muito, se dedicou, abriu mão de horas de sono e, por vezes, do convívio social com os amigos, o sentimento é realmente muito especial. Isso vale para qualquer grande conquista: o primeiro emprego, a independência financeira, o reconhecimento do líder em em relação ao seu trabalho…

A nossa vida anda tão corrida que esquecemos dos muitos motivos que temos para celebrá-la. Problemas e novos desafios sempre vão surgir. Qual seria a graça de continuarmos estagnados com apenas uma grande conquista? E o que nos leva às grandes conquistas se não as pequenas vitórias do dia a dia?

Essa foi a última lição que aprendi com a corrida de rua:

Toda grande conquista começa com pequenas realizações.

E como tudo isso influenciou na minha vida profissional?

Nos exemplos acima, mostrei como o universo da corrida em muito se assemelha ao nosso dia a dia na vida pessoal e profissional. Mas, além destes pontos para reflexão, o esporte trouxe também diversos benefícios físicos que ajudaram na minha evolução pessoal e, consequentemente, na minha produtividade no trabalho:

Concentração

Para obter um bom resultado na corrida, é preciso exercitar não só o corpo, mas também a concentração. Um treino bem sucedido sempre será aquele em que você dispensou toda a sua atenção e concentrou-se em buscar determinado resultado. Depois que entendi isso, passei a melhorar o meu nível de concentração em todas as atividades diárias, inclusive durante o dia de trabalho. Se estou escrevendo um texto, busco concentrar 100% da minha energia nisso. Evito parar para responder um e-mail ou checar a notificação do celular, por exemplo.

Disposição

Não é papinho de nutricionista ou educador físico. Quando o esporte começa a fazer parte da sua rotina, a sua disposição para a realização de uma série de coisas melhora. Melhora real. Você acorda mais bem disposto, vai dormir menos cansado e passa o dia se sentindo mais leve, com vontade de fazer sempre mais. E nada melhor do que trabalhar bem disposto, né?

Foco

Já falei bastante sobre foco e determinação para alcançar um objetivo. A corrida me ensinou a ter paciência e, mesmo nos momentos mais adversos, manter o foco no meu objetivo final. Isso foi fundamental para o meu crescimento profissional. Aprendi que nem sempre as coisas saem como planejado e tudo bem. Podemos (e devemos) seguir em frente na busca pelo propósito final.

Senso de coletivo

Mesmo sendo um esporte individual, a corrida te ensina a torcer pelo outro. Seja durante um treino mais pesado ou em provas longas como Maratona (42 km) e Meia Maratona (21 km), o sentimento de companheirismo e admiração pelo desenvolvimento do outro, ainda que desconhecido, é muito presente.

É comum ver um corredor parar seu treino para ceder um gole de água ao colega que respira com dificuldade ao seu lado, sem nunca ter o visto antes. O mesmo acontece quando, em um grupo que segue junto numa mesma velocidade, alguém fica para trás por conta do cansaço.

Esse senso de coletivo é muito importante na vida profissional. Todo líder precisa conhecer sua equipe e reconhecer os pontos positivos e negativos de cada um para fortalecer o time como um todo. Quem não possui um olhar diferenciado sobre o próximo e não pensa em estratégias de evolução individual e coletiva para os membros de um mesmo grupo, não terá sucesso no trabalho nem na corrida.

Hoje eu posso afirmar com convicção que a corrida, esse esporte tão grandioso quanto transformador, de fato, mudou a minha vida e me ajudou a literalmente correr em busca dos meus sonhos.

E você, está correndo atrás dos seus sonhos?

Quem sabe o esporte não consegue te ajudar a tomar a iniciativa de começar? 😉

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