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Coisa mais linda é ser quem a gente é

por | 30/03/2019 | 1 Comentário

Se tem uma coisa que esse mês de março me ensinou foi isso. E eu não estou me referindo apenas à série da Netflix, que contou linda e sofridamente as mazelas enfrentadas por nós mulheres durante tanto tempo. Eu estou falando de autoconhecimento, descobertas e novos pontos de vista. Existe coisa mais linda que isso?

Direitos iguais e muito mais

Quantas vezes a sua opinião foi negligenciada? Quantas vezes você sentiu que a sua voz foi abafada? E quantas vezes precisou guardar o seu ponto de vista numa caixinha porque te disseram que você não tinha o direito de manifestá-lo?

A série Coisa Mais Linda, original Netflix, traz uma reflexão sobre todos esses questionamentos, além de mostrar a força e a evolução do papel da mulher no final da década de 50 no Brasil. Com um roteiro incrível, uma direção mais que assertiva e um elenco de tirar o chapéu, Coisa Mais Linda encanta ao mesmo tempo em que provoca uma imersão na vida de todas nós, mulheres.

A história de quatro mulheres que viviam em mundos diferentes e se encontraram não por acaso, mas por momentos de vida semelhantes, ressalta em cada uma delas uma personalidade rejeitada pela moral e os bons costumes da época.

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Adélia, Malu, Thereza e Lígia: feminismo nos anos 50.
Crédito imagem: Google Images

Com Malu, protagonista doce e decidida, aprendi que não importa o quão distante pareça que estamos de nossos sonhos. Se a gente acredita, precisa seguir em frente e derrubar os obstáculos com muito bom humor e salto alto. Adélia, a negra pobre que precisava se sujeitar a humilhações diárias no trabalho para sustentar a filha, me encantou com sua generosidade e vontade de ser mais, lamentavelmente apagada pela cor da sua pele.

Já Lígia, a esposa perfeita com a voz abafada pelo marido, me fez refletir sobre tudo aquilo que a gente sabe que precisa fazer, mas, por algum motivo interno, seguimos adiando o momento da tomada de decisão. Até que a vida te sacode, tira dos trilhos e te coloca de volta no caminho que foi desenhado pra você – ainda que com alguns arranhões.

Mas preciso dizer que coisa mais linda mesmo é Thereza. Ah, Thereza! Você nem sabe que tirou meu ranço cultivado por mais de 15 anos pela Mel Lisboa. A mais ousada e também a mais moderna. Aquela que cultivava um relacionamento aberto com o marido numa época em que mulheres não podiam falar sobre sexo. A única jornalista mulher na redação de uma revista feita para mulheres. A exceção da regra. Atitude e coragem personificadas. Coragem de ser quem é de forma tão verdadeira e disruptiva.

Coisa mais linda não inventa a roda, nem traz inovação alguma. E talvez essa seja a sua grande sacada: abordar o empoderamento feminino da maneira mais sincera possível, contando histórias reais, de mulheres verdadeiramente admiráveis. Como eu e você. Só que usando como pano de fundo o cenário brasileiro de 1950.

É claro que, de lá pra cá, conquistamos muitos direitos, quebramos alguns paradigmas e ultrapassamos diversas barreiras. Mas será que estamos tão distantes dos questionamentos acima apresentados? Será que a sociedade, de fato, nos abraçou de maneira a compreender o que realmente precisamos que seja entendido?

O estudo Estatísticas de Gênero – Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil mostra que as mulheres já são a maioria da população com ensino superior completo, título que ainda tem reflexo direto no mercado de trabalho. Ainda assim, temos a sabida desigualdade salarial entre pessoas do sexo feminino e masculino.

Aliás, aqui vai uma dica para quem quer saber mais sobre o assunto: a série Explicando (também do Netflix) reúne temas polêmicos em episódios de aproximadamente 20 minutos para explicar cada um deles. O 18º episódio da 1ª temporada aborda justamente essa questão, mostrando como as normas culturais afetam diretamente a desigualdade salarial entre homens e mulheres em todo mundo.

A imagem fala. O que a sua anda dizendo?

Depois de assistir à série Coisa Mais Linda em tempo recorde (maratona de sete episódios no mesmo dia), tive a oportunidade de participar do evento Career Design, organizado pela Future Minds Consultoria.

Quando falamos de empoderamento feminino, falamos de beleza, carreira e reputação. Porque a mulher precisa se desdobrar em muitos papéis, mas, em todos eles, a sua imagem é mais que relevante. Adélia, Lígia, Malu e Thereza já sabiam disso no início da década de 60.

E foi exatamente esse o enfoque do debate desse encontro: Como construir uma reputação que não só define a sua identidade, mas também te faz feliz, pessoal e profissionalmente?

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Autoconhecimento, atitude, comportamento e confiança foram palavras de ordem no evento. A troca foi incrível e a lição que ficou foi a de que o sucesso profissional está diretamente ligado a uma descoberta e aceitação interna, que culmina na realização pessoal.

Tem coisa mais linda que isso?

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