O laço que nos une é a vida e a resposta para o câncer é a educação

Minha história com o câncer começa quando, ainda jovem universitária, me candidatei a uma vaga de estágio no Hemorio, hemocentro coordenador do Estado do Rio de Janeiro, que também abriga um hospital hematológico. Lá, aprendi tudo que sei sobre saúde, profissionalismo, solidariedade e amor ao próximo.

Em pouco tempo, abandonei meu crachá de estagiária e iniciei uma jornada incrível como jornalista (ao lado do também incrível Marcos Araújo) em busca de uma comunicação que tocasse as pessoas e as fizessem perceber a importância de exercer este ato de cidadania. E como foi lindo ver o resultado desse trabalho ultrapassar as barreiras digitais e lotar o salão de doadores do Hemorio!

Depois de alguns anos afastada da área de saúde, após ter mergulhado de cabeça no universo da sustentabilidade corporativa, experiência tão rica quanto apaixonante, o destino me trouxe de volta para o ambiente hospitalar e me colocou novamente em contato com o câncer.

Conhecer a oncologia de forma mais aprofundada me permitiu um contato com a Fundação Laço Rosa, organização sem fins lucrativos que atua na divulgação da causa do câncer de mama por meio de advocacy e apoio às pacientes. Sim, a Laço Rosa é muito mais que uma ONG que recebe doações de cabelo e distribui perucas via internet – lindo projeto aliás, pioneiro no Brasil.

Na última semana, tive a oportunidade de participar do Encontro Nacional de Pacientes e do Fórum de Políticas Públicas para o Câncer de Mama, ambos organizados pela Fundação no Rio de Janeiro.

Entre dados alarmantes sobre a falta de informação e a espera de quase 4 meses para receber um diagnóstico, pude conhecer histórias e projetos incríveis, de pacientes e gestores de saúde que lutam diariamente para se fazer ouvir e mostrar que o alerta para o câncer de mama vai muito além do Outubro Rosa.

Você sabia que o Rio de Janeiro é o campeão de casos de câncer de mama no Brasil?

E que reduzindo os fatores de risco é possível diminuir em até 50% o número de mortes por câncer de mama?

Pois é. Os dois dias de evento, os dados e os projetos apresentados, com destaque para a Navegação de Pacientes, que atua na melhoria do acesso do paciente aos cuidados necessários para o diagnóstico e tratamento do câncer de mama, só confirmaram aquilo que sempre soube: a educação é o único caminho possível.

Para a saúde, para a sustentabilidade, para o crescimento e evolução da sociedade em busca de um futuro melhor. A educação é a grande transformação do mundo, e, no caso do câncer, isso vale tanto para o paciente quanto para o profissional de saúde.

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